Existe um castelo chamado Hirosaki-jyô no Japão na província de Aomori no norte da Ilha de Honshu.
Site: https://www.google.com/search?q=hirosaki+castle&oq=hirosaki&aqs=chrome.1.69i57j0j46l2j0l4.5960j0j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8
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Lá tinha um Tonosama (Lord), cujo nome era Tsugaru, fazendo parte da Nobreza local. A minha mãe (Hagi) é descendente desse clã.
A Hagi Nakano é filha única de Kenji Nakano e Saki Kashima.
O Koichi Nakano (sobrenome de solteiro: Murata) é 4º filho do Kotaro Murata e Tatsu Murata. Esses Muratas são descendentes remotos de comerciantes portugueses que se aportaram na província de Ishikawa. E esses portugueses eram sefarditas (judeus portugueses). Minha tia quando veio nos visitar em Tokyo, me lembro que era uma mulher branca, tipo mestiça, altona, cabelos compridos castanhos naturais, olhos castanhos claros bem abertos, falava muitas palavras em português no meio de frases em japonês. Em fim, uma mulher beeeemmmm estranha para a época...
Minha mãe se casou 2 vezes:
1ª vez com um construtor e teve os filhos Kii, Mitsuo, Kenji e Yoko.
1ª vez com um construtor e teve os filhos Kii, Mitsuo, Kenji e Yoko.
Esse marido bem conhecido na época e abastado, ofereceu à minha mãe, uma vida confortável com 3 empregadas, criação de canários, peixes nishikigoi, e ela vivia de criar esses filhos e dar aulas de ikebana (estilo sôguetsu) e cerimônia do chá.
Um dia, esse construtor foi assassinado por envenenamento numa cerimônia de inauguração da construção que havia comandado porque atraíra a inveja da concorrência.
Desde então, ela ficou sem os bens, a vida boa e teve que doar 2 filhos menores (Kenji e Yoko) para poder sustentar os dois primeiros. E assim foi, quando conheceu o meu pai Koichi Murata com quem se casou mais tarde, vindo a nascer Hiroshi, Keiko, Kazuhiko (que logo morreu dias após o nascimento) e eu, o Akira.
Como a minha mãe era filha única, pediu ao meu pai que adotasse o sobrenome dela, o que foi feito.
A minha mãe tinha os avós que moravam no litoral e era médico da vila. Ela, quando criança, foi criada por esses avós com educação tradicional japonesa.
Os pais da minha mãe Hagi tivera apenas uma filha. Logo depois do seu nascimento, o pai dela falecera. E para recomeçar a vida, a mãe da minha mãe (Saki Kashima) entregou-a aos cuidados dos seus avós e dizendo-se solteira, casou-se novamente e se mudou para a Ilha de Hokkaido, no norte do Japão.
Depois que a Hagi se tornara adolescente, junto aos seus avós, resolveu conhecer a sua mãe biológica na ilha de Hokkaido, na cidade de Sapporo.
Encontrando a casa onde morava a sua mãe biológica, a Hagi se declarou filha dela, mas a mãe dela negou, dizendo que nunca tivera uma filha.
Triste e arrasada, a Hagi voltou à casa dos seus avós e passou a juventude lá.
Como neta de médico, conseguiu se casar bem com o construtor e teve 4 filhos que estão na foto acima. Os dois maiores são o Kii e o Mitsuo de roupas escuras e os outros, a Yoko e o o caçula Kenji. A Yoko ia nos visitar de vez em quando e tenho até foto com ela (vide álbum de fotos) e o Kenji ia junto para brincar de montar pipa e me ajudar a empinar num campinho perto de casa.
Datas de Aniversário da Família Nakano:
15/01/1908 - Koichi Nakano (Koichi Murata, nome de solteiro)
17/03/1909 - Hagi Nakano
10/03/1928 - Kii Nakano
14/07/1930 - Mitsuo Nakano
11/01/1938 - Hiroshi Nakano
08/02/1943 - Keiko Nakano (Keiko Saito depois de casar com Kazuhiko Saito)
23/11/1947 - Akira Nakano
Segunda Guerra Mundial
Quando eu nasci em 23 de novembro de 1947, a guerra já tinha acabado, mas logo após a rendição incondicional do Japão, a família Nakano constituído de sobreviventes Hagi, minha mãe, Koichi, meu pai, meus irmãos Kii, Mitsuo, Hiroshi e Keiko ficaram sem moradia na cidade de Tokyo que tinha virado cinzas. Passaram fome, sede, frio, tudo. Resolveram migrar para campo de refugiados da Guerra na província de Saitama. Construíram um barraco de madeira para todos dormirem no meio das plantações de hortaliças. Comidas quase não tinham. O que fizeram para sobreviver não sei. Só sei que em 23 de novembro de 1947 eu nasci, desnutrido, nem chorava porque não tinha cordas vocais formadas. A parteira disse que eu não ia sobreviver nem uma semana, porque minha mãe não tinha leite materno.
Os pais da minha mãe Hagi tivera apenas uma filha. Logo depois do seu nascimento, o pai dela falecera. E para recomeçar a vida, a mãe da minha mãe (Saki Kashima) entregou-a aos cuidados dos seus avós e dizendo-se solteira, casou-se novamente e se mudou para a Ilha de Hokkaido, no norte do Japão.
Depois que a Hagi se tornara adolescente, junto aos seus avós, resolveu conhecer a sua mãe biológica na ilha de Hokkaido, na cidade de Sapporo.
Encontrando a casa onde morava a sua mãe biológica, a Hagi se declarou filha dela, mas a mãe dela negou, dizendo que nunca tivera uma filha.
Triste e arrasada, a Hagi voltou à casa dos seus avós e passou a juventude lá.
Como neta de médico, conseguiu se casar bem com o construtor e teve 4 filhos que estão na foto acima. Os dois maiores são o Kii e o Mitsuo de roupas escuras e os outros, a Yoko e o o caçula Kenji. A Yoko ia nos visitar de vez em quando e tenho até foto com ela (vide álbum de fotos) e o Kenji ia junto para brincar de montar pipa e me ajudar a empinar num campinho perto de casa.
Datas de Aniversário da Família Nakano:
15/01/1908 - Koichi Nakano (Koichi Murata, nome de solteiro)
17/03/1909 - Hagi Nakano
10/03/1928 - Kii Nakano
14/07/1930 - Mitsuo Nakano
11/01/1938 - Hiroshi Nakano
08/02/1943 - Keiko Nakano (Keiko Saito depois de casar com Kazuhiko Saito)
23/11/1947 - Akira Nakano
Segunda Guerra Mundial
Quando eu nasci em 23 de novembro de 1947, a guerra já tinha acabado, mas logo após a rendição incondicional do Japão, a família Nakano constituído de sobreviventes Hagi, minha mãe, Koichi, meu pai, meus irmãos Kii, Mitsuo, Hiroshi e Keiko ficaram sem moradia na cidade de Tokyo que tinha virado cinzas. Passaram fome, sede, frio, tudo. Resolveram migrar para campo de refugiados da Guerra na província de Saitama. Construíram um barraco de madeira para todos dormirem no meio das plantações de hortaliças. Comidas quase não tinham. O que fizeram para sobreviver não sei. Só sei que em 23 de novembro de 1947 eu nasci, desnutrido, nem chorava porque não tinha cordas vocais formadas. A parteira disse que eu não ia sobreviver nem uma semana, porque minha mãe não tinha leite materno.

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