domingo, 10 de julho de 2011

Auto-punição

O que mata é a auto-punição, a auto-flagelação, porque o sentimento de cupla pelos erros cometidos nesta vida, quanto maior for o senso de justiça, mais se atormenta, por querer se tornar um homem justo, por querer ser um homem melhor algum dia, por causa do mandamento "sede vós perfeitos como é o vosso Pai que está nos céus". O julgamento justo para outrem volta na mesma intensidade para si mesmo, sendo um tormento sem fim, enquanto durar a vida.
Pessoa que não tem senso de justiça exacerbado também não se atormenta com nada, porque não tem o que perdoar ou o que punir, pois de acordo com a sua consciência, em nada errou. É um cuca-fresca. Não sofre, está sempre de bem com a vida, com todos, com o mundo. Não critica, não cobra nada de ninguém, não se cobra, não se preocupa com nada. Não tem medo de nada, portanto, não fica ansioso. Não fica triste, portanto, não fica deprimido. Leva a vida como Deus quer e tá bom demais.
Seria tão bom se o ser humano nada sentisse. O sentimento humano pode conspirar contra si mesmo. É o seu juiz implacável. Isto, se esse sentimento pertencesse a um neurótico. Na realidade, somos todos neuróticos, conforme dizia o Freud. Sendo assim, sofremos, não tem outro jeito. O que seria da vida sem um sofrimentozinho, não é mesmo? Então, vamos curtir a vida, com isso ou sem. Tem que ser divertido! Não é possível! É melhor rir do que chorar, porque rir ainda é o melhor remédio!

P.S.: Se não puder rir, pelo menos, sorria.

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